segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A importância da fotografia nos sites comerciais da internet

Na era do visual, a fotografia invade a internet, e a internet invade o mundo. Vale pensar na importância dada e na seriedade merecida por ambas


A primeira imagem produzida foi feita em 1825 por Nicéphore Niépce, após 8 horas de exposição à luz solar; a fotografia em preto e branco começou no século XIX; em 1990 a Kodak lançou a DCS 100, 1° câmera digital comercialmente disponível. A fotografia retrata momentos, imobiliza instantes, por isso, nunca perdeu sua importância na história e ainda se mantém necessária.
Com o advento da internet, a foto ganhou ainda mais destaque, pois no mundo serão 2 bilhões de usuários em 2012. Somente no Brasil, são 81,3 milhões, e a região Sudeste do país é responsável por 66% dos acessos a conteúdos da rede. Só o Brasil é a 4° maior fonte de tweets do mundo. A velocidade da internet é impressionante, visto que, quando surgiu, em 1982, eram apenas 315 sites. Hoje, existem mais de 174 milhões.
Aliadas e indispensáveis, a internet e a fotografia andam de mãos dadas, mas muito espanta a falta de cuidado com a qualidade ao postar imagens na rede, principalmente em sites comerciais, onde se pretende, através da imagem, vender serviços ou produtos. Talvez isso aconteça por alguns ainda não mensurarem a importância de ambas para o mundo, já que a internet é um meio de comunicação e a fotografia uma forma de se comunicar. Na era em que o mundo é visual, nada mais justo do que apresentar trabalhos bem feitos, previamente elaborados e de boa qualidade, que reforcem a marca institucional de uma companhia e seus produtos.
Impossível quantificar as imagens existentes na internet, mas o fato é que hoje ela vende, atrai, convence, qualifica ou desqualifica qualquer produto que seja. Segundo dados da F/Nazca, 70% dos usuários da internet confiam naquilo que veem na rede.
Talvez a falta de cuidados persista graças ao fato de que as pessoas ainda acreditam que, por ser um mundo livre, a internet não tem tanto peso de convencimento perante seus usuários, mas se esquecem que é o 3° maior veículo de alcance no Brasil, perdendo apenas para a TV e o rádio.
A web é por muitas vezes fonte de inspiração, ponte para facilitar trabalhos, meio de comunicação com o mundo e um modo de expor produtos, peças, ou pessoas. Por isso, a internet merece uma atenção especial, sendo assim, a produção de boas imagens com profissionais qualificados, com cuidado ao analisar o público-alvo e os interesses da produção fotográfica. Dessa forma, quanto melhor a imagem e o que se apresenta, mais rápida será a comunicação com o alvo pretendido.
A importância da qualidade da foto é clara quando observamos sites de busca e portais criados apenas para armazenar imagens, tanto gratuitos quanto pagos. A potência que o visual possui fica cada vez mais escancarada, já que a própria internet abre um imenso espaço para a fotografia.
O que fica cada vez mais evidente é a importância da internet para comunicar ao mundo, a da foto para atrair um público. Ambas, unidas, caminhando lado a lado, com um cuidado específico faz milagres para a comunicação de massa e, com certeza, quando bem feitas atingem ao público-alvo. (texto: Roberto LimaFotógrafo de campanhas publicitárias há 35 anos, que atua no Studio Roberto Lima ao lado do fotografo Pablo Sobral)
 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fotografia do projeto é selecionada para o Salão Nacional de Fotografia em Araras/SP

Dos 810 trabalhos inscritos, o Salão reuniu 85 obras que abordam o tema “Retratos”.

A fotografia “Meio de Transporte”, do jornalista e fotógrafo lemense, Ricardo Missão, está entre os 85 trabalhos selecionados para o 8º Salão Nacional de Fotografia “Pérsio Galembeck”, da cidade de Araras. Este ano, a mostra trará obras que abordam o tema “Retratos”. Ao todo, o Salão teve 810 trabalhos inscritos, realizados por artistas de 92 cidades e 19 Estados brasileiros.
A foto selecionada para o Salão é a "Meio de Transporte" e faz parte do Projeto Lambe-Lambe Digital, um projeto de pesquisa e resgate cultural do fotógrafo de jardim do século 19, desenvolvido pelo lemense desde outubro do ano passado.
O retrato foi registrado na praça Central Rui Barbosa em outubro do ano passado. E desde então, Ricardo Missão mantém um blog sobre seu trabalho no www.projetolambelambedigital.blogspot.com.
Os trabalhos que farão parte do Salão “Pérsio Galembeck” foram selecionados pela comissão julgadora do evento, composta pelos fotógrafos profissionais Gui Galembeck, Carlos Bassan e Ricardo Lima, e divulgados no início desta semana.
A abertura oficial da mostra acontece no dia 9 de julho, às 20h, no Centro Cultural “Leny de Oliveira Zurita”. Na ocasião, também serão premiados os artistas vencedores do Salão - o 1º colocado receberá prêmio de R$ 1 mil; o 2º de R$ 800 e o 3º de R$ 500; haverá ainda menções honrosas.
O 8º Salão Nacional de Fotografia “Pérsio Galembeck” é promovido pela Prefeitura Municipal de Araras, por meio da Secretaria Municipal de Ação Cultural e Cidadania, e faz parte do calendário cultural da cidade.
A exposição segue até o dia 31 de julho, no Centro Cultural, e pode ser visitada diariamente, das 9h às 22h. A entrada é franca.

Para saber mais sobre o salão ou conferir a lista dos trabalhos selecionados acesse:

Retrato de "Meio de Transporte" selecionado para o Salão Nacional de Fotografia Pérsio Galembeck, em Araras

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fotopintura

A fotopintura é um processo inventado por André Adolphe Eugène Disdéri (1819-1889/90) em torno de 1863, a fotopintura é obtida a partir de uma base fotográfica em baixo contraste - que tanto pode ser uma tela quanto uma imagem sobre papel - sobre a qual o pintor aplica as tintas de sua preferência, geralmente guache, para o papel, e óleo, para as telas. Essa técnica apresenta a vantagem de dispensar a exigência de grande talento do pintor para o difícil gênero do retrato, transformando-o na maior parte dos casos num mero colorista, ao mesmo tempo que libera o cliente das fastidiosas sessões de pose exigidas pela pintura tradicional. (Fonte: http://www.itaucultural.ogr.br/)


Foto: Princesa Dona Leopoldina , ca. 1864 fotopintura. Fotografia de Insley Pacheco

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Projeto Lambe-Lambe em Recife e Olinda

Todos os anos, a cena se repete. Enquanto fervilham as ruas de Recife e Olinda, lotadas de foliões, uma equipe de fotógrafos arma a lona. Em plena confusão, monta um estúdio e se dedica a retratar a irreverência do carnaval pernambucano. Ao contrário da festa-espetáculo que é o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, a de Recife e Olinda lembra mais uma quermesse. O apelo à sensualidade não é tão grande. Mas, se a nudez nas ruas das duas cidades é pouca, criatividade é o que não falta. Pelo menos é o que mostra o Projeto Lambe-lambe, que está com exposição no Centro Cultural dos Correios, em Recife, revelando o lado lúdico do carnaval pernambucano.
Ao longo de 15 anos, os profissionais reuniram um acervo de 20 mil fotos, quatro mil das quais compõem a mostra “Vem ver o Lambe-lambe”, que fica em cartaz até abril, quando haverá projeções das imagens da versão 2011 da festa. Pelas lentes do grupo já passou de tudo: desde o anônimo folião fantasiado de dominó, Estátua da Liberdade, homem-barata, zebra, até figuras tarimbadas da festa, como o escritor Ariano Suassuna, o agitador cultural Roger de Renor, os músicos Chico Science (já falecido) e Fred Zero Quatro, o Negão Aldifas, como era conhecido nas ruas de Olinda um dos fundadores do Bloco Segura a Coisa. Na exposição, ele aparece abraçado pela Mulher do Dia, boneca gigante que caracteriza o carnaval da cidade histórica.

A exposição comprova que qualquer tema pode render uma fantasia. Personagens clássicos do cinema — como Carlitos ou o Mágico de Oz — sempre aparecem. Símbolos ou ícones de outros países, como a Estátua da Liberdade, também não ficam para trás. Super-heróis povoam o imaginário popular, sejam de Hollywood — como o Coringa — ou da caatinga, como Lampião e Maria Bonita. Personagens da festa, com manifestações que praticamente só aparecem em Pernambuco — como os caiporas e as la ursas —, também são abordados. Com a silhueta deformada, os caiporas são a marca registrada do carnaval da cidade de Pesqueira, localizada a 215 quilômetros da capital, que vez por outra invadem as ruas de Recife. As la ursas também são originais de Pernambuco, mas a irreverência as transforma em personagens movidas a ironia. Viram “ursos de madame”. A palavra urso, em Recife, tem outra conotação: significa “Ricardão”. Por esse motivo, a figura folclórica das la ursas termina virando “ urso” em algumas das imagens captadas pelo grupo. Símbolo do frevo, a sombrinha colorida também permeia as fotos. Assim como personagens políticos, sejam locais ou do Oriente Médio.

O Lambe-lambe teve início nas ruas de Olinda. Foi idealizado pelos fotógrafos Breno Laprovítera, Jarbas Júnior, Roberta Guimarães, Fred Jordão e Daniel Berinson. Do grupo original, só os dois primeiros permanecem no projeto, que atraiu outros profissionais, como Xirumba (aquele mesmo da música de Alceu Valença) e Arnaldo Carvalho. Atualmente o projeto marca presença nas ruas de Recife. Segundo Breno, nesta década e meia, o Lambe-lambe documentou casais que formaram família e continuam passando pelas lentes do grupo, agora com os descendentes devidamente caracterizados.

— Podemos dizer que temos a história da família pernambucana através da fantasia — conta Breno, que pretende publicar um segundo livro com as melhores fotos do projeto, que rendeu uma edição em 2002.

Durante o carnaval, aliás, foliões podem comprar as fotos instantâneas feitas pelo grupo.

— No ano passado, tivemos que importar material do México, mas em 2011 nos antecipamos e trouxemos 80 caixas, 800 chapas, de São Paulo — afirma ele.

As fotos são feitas no estúdio montado pelo grupo, geralmente lonas decoradas por artistas plásticos locais.

— O carnaval de Pernambuco tem uma coisa fantástica que é o dom da improvisação, da fantasia feita pelo povo. Daqui a 30 anos, quando este material for analisado, veremos quem são os nossos verdadeiros heróis, as la ursas, Lampião, Maria Bonita, Antônio Conselheiro — diz Xirumba.

Para Jorge du Peixe, vocalista da banda Nação Zumbi, o projeto reúne um arquivo único das histórias e da alegoria do carnaval pernambucano. A fotógrafa Yvone Bezerra de Mello afirma que o trabalho hoje já faz parte daquela que é a festa mais popular do estado:

— Inovador, criativo, divertido e revelador, contando a nossa história. A iniciativa virou uma tradição e não consigo imaginar o carnaval sem o Lambe-lambe — diz.