As duas imagens de hoje foram reproduzidas do livro "La Photographie Moderne " (Tradução livre: "A Fotografia Moderna") escrito em 1896 por Albert Londe. Nesta época, mais precisamente no século 19, os dois estúdios eram a tecnologia da época para um único objetivo. Melhor captação de luz e direcionamento dela para efeitos muito funcionais. Tudo para um retrato perfeito.
Em Leme, não encontrei nenhum registro dos dois tipos de estúdios. Mas em Pirassununga, o estúdio para retratos chegou a existir. Como o da ilustração que segue o texto explicando como era a “tecnologia”. O estúdio era de Antonio Zerbetto, que buscou inspiração em sua terra natal, na Itália, para recriar um estúdio como o da ilustração.
Obs.: clique nas ilustrações para ampliar
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Nota
Agradeço aqui, em especial, Reinaldo Zerbetto, neto de Antonio, que me cedeu o livro “La Photographie Moderne ” para o estudo e enriquecimento de minha pesquisa.
Orientação variável
O primeiro é o ateliê de orientação variável. Sua função era simples. Um estúdio com trilhos. Sua vantagem era que se aproveitava toda a luz. Mesmo em determinadas horas do dia, o estúdio permitia uma luz mais suave ou então difusa, ou até mesmo dura. Neste caso, para suavizar e quebrar esta luz "dura", usava-se cortinas instaladas em todo a estrutura do ateliê, que era deito de vidro. Com este tipo de estúdio era possível fazer fotos de bustos ou peças e até mesmo para retratos.
Retratos
O segundo era para retratos, mas também servia para reproduções como no primeiro design de estúdio do século 19. O sistema era o mesmo e geralmente era construído no próprio foto do fotografo. E não móvel como no caso anterior. Mas as placas de vidro para uma maior entrada de luz era presente. Suas medidas, segundo o livro (La Photographie Moderne ) variavam de um teto com 8 a 10 metros de altura e largura de 4 a 6 metros . Cortinas, tecidos também eram utilizados para proporcionar uma entrada de luz uniforme.


















